"POETAS DO ANO" é um concurso de poesia promovido pela Creative Books
Vamos fomentar o interesse pela poesia, incentivar a escrita e divulgar os autores de poesia escrita em língua portuguesa.
FUNCIONAMENTO
1. O concurso decorre entre os meses de janeiro e dezembro de 2026, com entregas mensais de poemas por parte dos participantes;
2. Cada participante pode apresentar um poema por mês;
3. A participação é efetuada até às 23h 59min do último dia do mês anterior ao do concurso, através do formulário abaixo;
5. A votação é aberta ao público e decorre mensalmente entre as 12h do primeiro dia e as 23h 59min do último dia do mês;
6. Os 10 (dez) poemas mais votados de cada mês serão publicados em livro.
Consulte o regulamento 2026 completo.
METAS
Escreve poesia? Participe no concurso “Poetas do Ano” e veja o seus poemas publicados em livro.
LIVRO
Os 10 (dez) poemas mais votados de cada mês são publicados em livro pela Creative Books, numa antologia homónima, sem qualquer custo para os participantes.
PROMOÇÃO
É oferecido um pacote promocional de publicação ao autor do poema mais votado. As características serão anunciadas mensalmente na página web da Creative Books.
DIPLOMA
Os autores dos 3 (três) poemas mais votados do mês recebem um diploma digital de Poeta do Mês.
PARTICIPE JÁ!
PARTICIPAÇÃO
Efectue a sua participação através do formulário. Relembramos as carecterísticas da obra:
1. A participação é submetida com uma declaração de compromisso do candidato em como é o único autor da obra original e inédita e que a mesma nunca foi publicada em papel ou nas plataformas digitais, constando da mesma o nome completo do autor, a sua nacionalidade, número de documento de identificação e respetiva validade;
2. Os poemas a concurso devem ser: escritos em língua portuguesa; inéditos; de tema livre; intitulados e assinados;
redigidos com o tipo de letra Arial, tamanho 12, espaço e meio entre linhas, não devendo ultrapassar uma página A4.
Submeta o seu ficheiro em formato .docx (word) ou .pdf. Consulte o regulamento completo.
VOTAÇÃO
pulso integrado
na corrente induzida
que se move renovando
em termos conceptuais
diria simplificando
e de modo resumido
é a vida!…
tomo o pulso das coisas
no dia-a-dia
absorvo na corrente
as sinopses da utopia
isto de ser poeta, é substantivo
que não me bate bem
sou um doppler transversal
interpreto o que pulsa
palpita-me
que isso me traz poesia
Há mapas que não mostram as casas,
apenas linhas que alguém decidiu traçar
como se a terra obedecesse à régua.
O céu aprende rápido a linguagem do ruído,
e as crianças distinguem, sem erro,
o som de chegar do som de desaparecer.
Chamam-lhe conflito —
palavra limpa para mãos distantes,
mas aqui o nome pesa mais do que o chão.
Os dias contam-se em ausências:
uma porta que já não abre,
um rosto que ficou do outro lado do instante.
Há cidades que continuam de pé,
mas já ninguém vive nelas —
apenas o eco organizado do que foram.
E no meio de tudo, alguém escreve,
como se ainda fosse possível guardar o mundo
numa folha que não arde.
Encontrei na rua
Um cachorrinho ferido,
Triste e sozinho –
E bastante tímido.
Levei-o comigo,
Dei-lhe leite quentinho,
E, depois de um banho,
Ficou tão fofinho!
A Mãe tratou a ferida
Com muito cuidado.
Cauda a abanar e nariz molhado…
Cheirou-me as mãos,
Tão entusiasmado!
E, naquele momento,
Logo percebi:
Não fui eu que te encontrei….
Tu encontraste-me a mim.
e a memória se perpetua.
a mente divaga.
num momento temos tudo
e, de repente, ficamos sem nada.
a ti tudo tiram,
a ti tudo acusam,
culpa já levas no coração
e o perdão em ti perdura.
leva leveza no coração.
leva leveza à tua mente.
o coração em ti tem de estar,
para assim o teu reflexo
poderes amar.
na madrugada escura,
sem medo,
envolve-te no teu íntimo,
revelando o amor
há muito desejado.
o amor por ti mesmo.
conheço uma menina
que coleciona cheiros,
guarda-os em frascos:
a
avó
a que
o bicicleta ri
verão nova devagar
Carrega o mundo no lombo
sem pressa de chegar,
conhece o peso do tombo
e a arte de recomeçar.
É o silêncio que caminha,
a força que se faz oração,
na terra que já foi sua,
entrega o seu coração
Olhar profundo e antigo,onde o tempo parece
parar,não é escravo, nem inimigo,é o próprio
chão a respirar.Sangue, suor e paciência,o
destino traçado no pó,o boi é a pura
essênciade quem nunca está só.
Lá fora, avizinha-se a noite!
Nós não somos sequer amigos
Casta sedução em sonho afoite
Sim, tristes amantes mendigos
Flébeis tabus de definições
Apunhaladas com emoções
Digo o teu nome, sede atroz
Tonta, prende-me para sempre
Em beijos e faz do coração algoz
De estranho, desvairado ímpar
Na solidão, embala-me leve,
doce que a névoa virá breve
Presa nos teus olhos intensos
Resignada, sinto silêncios
cúmplices de raras palavras
entre calma e emoção lavras
mistura de doçura e fogo
no prelúdio da noite me afogo
Grito ao céu os meus desejos
Tombados no cosmo em versos
Num canto esquecido, sobre a mesa empoeirada,
descansa o livro com páginas rasgadas,
seu papel, antes firme, agora soltas
cada folha, um grito, a memória revoltada.
O tempo implacável, corroeu seus bordos,
cada ruga, cada dobra, cada mancha de história.
Mas é nele que habita o saber em brados,
guardião de segredos, de encantos e de glória.
Páginas dispersas, fragmentos dispersos,
ainda respiram ecos de suas palavras,
os dedos acariciam suas linhas quebradas,
na esperança de que possam ser restauradas.
O restaurador, com mãos suaves e certeiras,
resgata a essência daquelas almas escritas,
costura o tempo com paciência e amor,
restaura o passado, as cicatrizes sem dor.
Cada folha agora inteira, toma a forma,
a tinta ganha vida, o papel volta a brilhar,
e o livro reconstituído, ergue-se com orgulho,
histórias de outrora começam a respirar.
E ao fim…
é como se o tempo tivesse recuado,
o livro renasce:
– com suas páginas restauradas,
e quem o lê,
sente o pulsar de sua alma,
no delicado equilíbrio,
entre a memória e a fama.
A realidade de inventar,
É a criação de conteúdos.
É a finalidade de partilhar,
E sentir os miúdos e graúdos.
Tudo tem uma razão,
A espontaneidade é a vontade.
De sair e descobrir a curiosidade,
Em alimentar a criatividade com o coração.
A esperança é a luz,
Talvez o caminho a seguir.
Encontrando a alegria que reluz,
Numa estrada aberta a sorrir.
Ao fundo,as quedas sao eminentes,
O poder de conseguir superar.
A tristeza torna -se proeminente,
Inalcansavel a gritar
Alegria suspensa por um fio.
Ou cuspida — ainda quente.
O pulmão expande. Rasga o medo.
Ergo o rosto.
O que era sombra
aprende a escoltar-me.
O vómito transmutado
em riso húmido.
Chegas com a manhã
cansada
e muda.
O cheiro do café
espreguiça-se pela casa.
Passas distante
nem sequer me olhas.
Falas pouco
palavras afiadas
que cortam
e fazem vociferar o silêncio.
À noite,
a promessa engana outra vez
sei que não voltas.
O teu perfume magoa
não é para mim.
A casa exala vazio.
O vento leva as folhas mortas.
O prato arrefece
esquecido.
E o tempo arrasta-se
pesado, sem pressa.
Vives aqui,
mas amas lá.
E eu espero
ardo ressequido
calado
sob uma lua vermelha
só minha
a quem sussurro:
parto amanhã
no quarto crescente.
Nas rugas do rosto,
mora a história;
mapas de tempo,
de luta e de glória.
Em cada ruga,
há um verso vivido;
em cada silêncio,
há um sonho contido.
Têm mãos que tremem,
mas ainda sabem cuidar;
carregam o mundo
sem o anunciar.
Nos seus olhos cansados,
ainda existe luz;
memórias antigas
que o tempo conduz.
Foram passos firmes
em dias difíceis;
foram vozes calmas,
conselhos sensíveis.
Hoje caminham
bem mais devagar,
mas ensinam-nos sempre
a saber esperar.
Respeitá-los é pouco,
amá-los é dever,
pois muito devemos
a quem nos fez crescer.
Os idosos são
raízes do chão;
sem eles não há futuro,
sem eles não há direção.
Eu vi naquele teu olhar a chama acesa,
Que intensifica em mim tão puro amor;
O calor que acolhe a minha natureza,
E a ternura que realça o teu fulgor.
Perdi-me inteiro no teu doce olhar,
Achei-me na imensidão da tua beleza;
Viciei-me no teu jeito de falar,
Apaziguei-me no sondar da tua firmeza.
Se em ti repousa a paz que me conduz,
É teu o lume que em meu peito arde;
Teu ser em mim se faz eterna luz.
E mesmo quando o mundo em mim se tarde,
Meu coração em teu amor reluz:
Amar-te é o sempre que em mim nunca é tarde
De Agosto.
De Janeiro.
De todos os meses do ano.
Distribuído com devida equidade, por ser justo e belo,
a todas as almas que por este mundo andam.
A todas, sem excepçāo!
Servido em abundância redentora, salvaçāo.
Dele se bebe a inspiraçāo e a esperança, feitas mistério,
para os novos dias de recomeço.
Com ele se desvanecem e acalmam todas as angústias e ansiedades.
Com ele, comandando os sonhos, se interrompe a noite escura
e se constrói, de novo, a utopia.
Até ser, de novo, dia.
Qual mar de misericórdia divina, ele chega-nos na espuma e canto das sereias.
Inunda-nos a alma e o corpo, em coraçāo de alegria.
O seu brilho e a sua intensidade trazem-nos vida.
Recarregam-nos as baterias, já gastas, da vontade feita resiliência
de irmos , de novo, à luta.
De ganhar todas as batalhas, de vencer todos os inimigos que nos
apareçam pela frente.
De escrever, pintar, compor, cantar, projectar, declamar…enfim!
De novo, sob a sua inspiraçāo, reviver, em vida.
Encontrar novo ponto de partida.
Por isso deixemo-nos por ele enfeitiçar.
Bebamos, uma gota que seja, do elixir que ele nos oferece.
A tal gota, salvadora e redentora…
De Luar!
Como poderei eu me expressar?
Minha angústia e mágoa precisarei versar,
Mais uma donzela acaba de me atraiçoar,
Mesmo tendo jurado o meu coração proteger e a minha alma amar.
Mas a pergunta que não quer calar,
Foi ela que não soube me valorizar,
Ou fui eu o imaturo por não saber perdoar?
Se eu estiver a sonhar, alguém aí poderia me acordar? Será que falta muito para
acabar? As minhas lágrimas não posso mais segurar, por 1 ano me fizeste sofrer
foram mais de 300 motivos para te odiar.
A minha vida pensei em tomar, mas se no inferno já vivo, onde eu iria parar?
Eu acho que far-me-ia bem ir caminhar, pelo caminho, irei as minhas lágrimas
derramar, até fazer os meus olhos ressecar, e assim não terei mais como chorar.
Ao longe o campo acabo de avistar,
Se fosse o deserto, um mar iria virar, já falta pouco para chegar.
Sentei-me no campo de trigo,
Crio versos a ver se me intrigo,
Relembro os bons momentos vividos,
Contigo eu havia crescido,
Para ti não fui suficientemente querido?
Porque me deixarias de coração partido?
Se nos chuvosos e dias cinzentos, era nele que procuravas abrigo?
Se formos coexistir na próxima vida, eu prefiro não ser nascido, é que só poder ser
teu amigo..está a ser o pior castigo…
O amor já não me surge nem com a flecha do cupido, eu ainda não me dei por
vencido mas superar a traição difícil vem sido, eu deveria escrever um poema
chamado “o pecado de te ter conhecido”.
Escrever poesia…
é acender neste dia
as lâmpadas da alegria.
É guardar no coração um bem maior
que nos amacia os dias
e rega as sementes do amor.
Escrever poesia…
é semear a terra dia a dia
e ver brotar da semente, a magia.
É ter sempre um pedaço de pão
para acolher quem chega á porta
e abraçar com muita paixão.
Escrever poesia…
é oferecer sossego e calma
a quem nos souber ler a alma.
É dar voz ao coração
mesmo quando a Razão se perde
pelos trilhos da fantasia.
Escrever poesia…
é “levar a carta a Garcia”
vencendo a dor que nos oprimia.
É saudar a vida com lealdade
e declamar sem vaidade
versos que são o húmus da nossa liberdade.
É estonteante a sensação do teu toque, que me inspira a ver um milhão de poemas num único segundo. O poder das palavras faz com que seja possível a mais bela e crua expressão dos sentimentos contidos no coração de um indivíduo, contudo, quando estás perto, todas as palavras que o mundo já viu parecem insuficientes para descrever o ledo estado do meu espírito.
Já me tive muitas vezes a pensar em como se quer poderia pôr em palavras as mais coisas belas da vida. Por norma nunca existiram problemas na transcrição física das minhas ideias, as palavras fluem com a mesma naturalidade com que as ondas do mar chegam à costa. Mas sinto que é preciso expandir o dicionário, quando falamos de alguém que tão firmemente me cativou o coração.
Como é possível? Um amor tão forte que o escritor fica sem palavras? Deixa de saber escrever-fica num estado tal que o poderiam confundir com um analfabeto. As palavras, com que tanto trabalho diariamente, deixam de fazer qualquer sentido. São até desprezíveis! Não existe uma única capaz o suficiente de revelar por palavras aquilo que sinto, tornando-as numa vasta inutilidade complexa para a língua moderna.
Como isto é possível? Caso de estudo, certamente. Alguém ser objeto de tão teimoso sentimento, levando-nos à completa escassez de pensamentos e coerência de viver. Alguém que produz tamanho fascínio no espírito alheio, nem sequer contendo a centelha divina da perfeição. Mas o curioso é que, mesmo não a tendo, este fascínio seria o mesmo se a tivesse, porque este tão malicioso sentimento transforma os traços imperfeitos nas mais puras das características.
Assaltante da minha vontade de viver. Vistes o que fizestes? Nunca mais te poderei perder. O teu fim é o meu fim, mesmo que o meu fim não implique o teu. Agora, romando na história da minha vida, como poderei eu negar-te o papel principal? Como poderei eu negar o facto de que a centralidade dos meus esforços destinam-se diariamente a vislumbrar o teu sorriso? Como poderei negar que o meu coração clama e deseja a tua eterna felicidade? Mesmo que esta não seja ao meu lado?
Mas o facto mais anómalo é tu estares do meu lado. Como poderia uns olhos como os teus olhar para um olhos como os meus? Como poderia sequer conceber a ideia de que o teu coração bate ao mesmo ritmo que o meu, quando os nossos olhares se cruzam? Como posso sequer conceber a ideia de que me desejas ao teu lado, possivelmente até ao fim das nossas vidas? Ou até para além disso?
Como é que podemos desejar tanto ser a nossa melhor versão para outro alguém se não nós próprios? Como é que a síntese do meu viver está perante os meus olhos, dormindo tranquilamente com a mão afagando os meus cabelos, e a outra na minha cintura, enquanto o cansaço já se faz presente nas nossas retinas?
O mundo soube e eu sabia, menos tu. Nós todos sabíamos que o destino não poderia ser assim tão aprazível. Só tu não pareces vê-lo. Oiço as palavras do mundo, a argumentarem como este amor não me pertence, como alguém assim nunca seria destinado a alguém como eu. A história do passado que me percorre, não só nas veias como nas cicatrizes que carrego no corpo, deveriam ser o suficiente para te livrar dessa tão leda cegues, razão da existência deste relacionamento.
Mas decidiste ignorar o mundo. Não sei se és ignorante por escolha ou simplesmente ignorante. Por muito que o mundo me sufoque para ter a mesma opinião, não te consigo chamar a atenção para o óbvio que nos rodeia. Serei tudo e qualquer coisa em prol do som das gargalhadas que saem dos teus lábios, que tão harmonicamente assemelhar-se-iam à melhor das músicas alguma vez já produzida pel’O Divino. Serei tudo e qualquer coisa para te limpar as lágrimas translúcidas que se fazem nos cantos dos teus olhos quando o mundo for infeliz contigo.
Isto seria a definição mais correta de uma musa. Uma tão forte ligação sentimental, causada por um simples individuo, que desperta a natureza artística do artista. Uma tão forte ligação sentimental, que inebria os sentidos e põem-nos à mercê de terceiros.
Isto seria a definição mais correta de uma musa, que está a milhas e milhas do grandiosidade do seu verdadeiro significado.
A definição de musa, que pela primeira vez correspondeu os sentimentos do artista.
Será isto fugaz? Será isto irreal? A história portuguesa canta as cantigas, mas nunca o final delas.
Um milhão de premonições- o artista raramente está destinado à musa, tendo sido condenado à eterna solidão, a uma coita de amor. Será isto uma bela mentira? Ou será isto matéria incompreendida pelo restante do universo?
Só o tempo irá conceder as tão esperadas respostas sobre algo nunca antes presenciado. Por agora, só nos restam as perguntas, provenientes do ledo estado de espírito causado pelos nossos respiros, agora pesados, fruto do cansaço que assola os nossos corpos.
As perguntas sobre a musa e o artista.
Sobre a musa do meu viver.
Sinto-te no bolso da minha camisa,
Mesmo nos dias em que existo pela metade,
Como um hábito difícil de arrancar,
Mantendo viva aquela faísca
Que em nós se encalhou como vaidade.
Aprendi lentamente a flutuar,
Mas só respira quem arrisca,
E tornaste-te uma necessidade
Que ficou presa sem avisar,
E todo o meu caos se intensifica.
Somos uma calma tempestade,
A incendiar tudo sem sequer tocar,
Que tropeça na própria brisa,
Com uma estranha fragilidade,
Mas está a aprender a caminhar.
Fui tomada pela neura
Arranquei a folha de uma vez só
E, de uma vez, amachuquei-a
Fiz dela uma arma de arremesso
Tirei-lhe a dignidade
Tirei-lhe a forma
Tirei-lhe a beldade de ser lisa
De ser uma jovem folha sem defeitos
Desvirtuei-a, violei-a, corrompi-a
Daquela bola de vincos senti pena
Com cuidado tentei reverter
Só para escrever um poema
Só para a ver sobreviver
Comecei então por uma ponta
Desdobrei com cuidado
Tratei dela, com jeito
Amei-a por instantes
Tentei alisá-la com as mãos
Tentei com pesos, com livros
Romances, poemas e auto-ajuda
Ergui sobre ela uma biblioteca inteira
Fiz dela missão de terapia
Dei-lhe tempo, uma imensidão
Levei-a para o sol, dei-lhe Mundo
Borrifei com água
Engomei-a
Escreva o que escrever sobre ela
Ela nunca mais será a mesma
A construção do poema. Para abraçar.
Na escrita a importância do que deve ser dito.
Na explicação do mundo, a urgência das palavras.
O caminho do poema. Para consolidar.
O sentir das interrogações que nos assolam.
Momentos agarrados a choros compulsivos
O lugar do poema. Para se embrulhar.
Instantes e futuros que se tornam necessários.
A certeza das mensagens na realidade dos versos.
O grito no poema. Uma voz que procura oxigénio.
Coragem que não conhece urgentes conclusões
O erro do silencio a reconstruir-se em consciência
O querer no poema. Para sensibilizar.
A propriedade da luz que desencadeia humanidade
A unidade da estabilidade para editar poesia
Dizes “não consegues”
como quem fecha uma porta
sem olhar para trás
Sem arrependimentos
E eu fiquei,
aqui sozinho,
Preso no silêncio
E prisioneiro do longo tempo .
Tu mesmo,
que um dia foste porto e abrigo,
és agora uma distância
E memória quase perdida.
Há qualquer coisa em ti
que parece algo impossível de esquecer,
como um sonho antigo
que insiste em voltar,
mas avisto ilusão.
E eu continuo à espera.
À espera de um sinal,
de uma palavra ou de um gesto,
de um regresso atrasado
que talvez nunca mais volte .
Porque há amores assim:
calados, fundos, distantes.
Feitos de ausência,
desejo ou ilusões.
E enquanto o tempo leva tudo,
eu guardo ainda alguma memória.
Éramos algo que ardeu,
Mas que um dia apagou.
Olhei-me ao espelho
e não me encontrei.
Tentei tocar-me,
mas não me senti.
A ilusão fez-me temer a realidade
e quem eu era, na verdade.
O mar levou-me as mágoas,
levou-as a navegar.
O Sol curou-me as feridas,
curou-as no seu brilhar.
O vento secou-me as lágrimas,
secou-as a viajar.
A Lua iluminou-me a mente,
iluminou-a ao luar.
E assim regressei a mim,
mais capaz, sem medo de me ser,
como uma flor sedenta
de se ver nascer.
E chegou o dia,
o momento,
o instante,
em que me olhei ao espelho
e encontrei-me,
em que tentei tocar-me
e senti-me.
“Não abras a caixa”,
Assim disse o mestre,
Submetendo o aprendiz
A um poderoso teste.
A caixa continha o Conhecimento
E desconhecer o seu conteúdo,
Causava algum desalento.
Mas o Conhecimento,
vem com o tempo
E é preciso preparado,
para o momento.
O tempo ensina
e retira a interrogação
mas, informação a mais
pode ser um senão…
Perguntas e mais perguntas
e anda-se feito barata tonta
aparecerão no momento certo,
se puderes dar conta.
Com calma e tempo
e conselhos dos mestres,
aprende a aguardar
e passarás nos testes…
NOTAS:
1. Cada utilizador tem direito a um voto por dia (24h) no seu poema favorito, com bloqueio definido por Internet Protocol (IP). Significa que se vários utilizadores partilharem a mesma ligação de Internet, só será possível efetivar um voto por dia através da respetiva ligação. O limite de votos é definido por IP e não por dispositivo (telemóvel, computador ou tablet).
Exemplo: no dia 1, às 15:00, a Maria utilizou um dispositivo em casa, ligado à rede local, para votar no seu poema favorito. Assim, só poderá repetir o voto – a partir da mesma rede local – quando passarem 24 horas, ou seja, no dia 2, após as 15:01;
3. Os resultados serão apresentados conforme estipulado na alínea a) do ponto 1 do artigo 3.º. Os 10 (dez) poemas vencedores são divulgados nas redes sociais da Creative Books até ao quinto dia útil do mês seguinte;
4. Para confirmar a validação do seu voto, verifique o sinal verde no topo do pop-up de votação.
VENCEDORES
COMUNICADOS & RELATÓRIOS